O Guia Definitivo Sobre Como Funciona um Ataque DDOS

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Os ataques DDoS se tornaram uma preocupação crescente para empresas de todos os portes, com um aumento alarmante de 203% apenas no primeiro semestre de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021. Essa ameaça digital não mostra sinais de desaceleração e certamente está se tornando mais sofisticada.

Quando falamos sobre ddos, estamos nos referindo a ataques de negação de serviço distribuídos que podem paralisar completamente websites, aplicações e infraestruturas inteiras. Por exemplo, em 2020, a AWS enfrentou um ataque maciço que gerou 2,3 terabits de tráfego malicioso por segundo, enquanto o maior ataque já registrado atingiu um cliente da Microsoft Azure em 2021, gerando impressionantes 3,47 terabits por segundo.

Esses ataques de ddos não são apenas inconvenientes, eles podem impedir que usuários legítimos acessem serviços, comprem produtos ou obtenham informações. Além disso, as empresas podem perder milhares ou até milhões de dólares devido às interrupções causadas por um ddos. O que torna a situação ainda mais desafiadora é que esses ataques de negação de serviço frequentemente imitam problemas convencionais, dificultando sua identificação imediata.

Neste guia definitivo, vamos explorar exatamente o que é ddos, como esses ataques funcionam na prática, seus diferentes tipos, e mais importante, como sua empresa pode se proteger efetivamente contra essas ameaças cada vez mais prevalentes.

O que é um ataque DDoS e como ele se diferencia de um DoS

Para entender a ameaça digital que enfrentamos hoje, precisamos primeiro compreender o que exatamente constitui um ataque ddos e como ele opera no ambiente online.

Definição de DDoS

DDoS significa “Ataque Distribuído de Negação de Serviço” (Distributed Denial of Service). Trata-se de uma tentativa maliciosa de interromper o tráfego normal de um servidor, serviço ou rede, sobrecarregando o alvo com uma inundação de tráfego de internet [1]. Neste tipo de ataque, o invasor aproveita os limites de capacidade específicos que se aplicam a todos os recursos de rede, como a infraestrutura que viabiliza o site de uma empresa [2].

Imagine um engarrafamento inesperado que impede o tráfego normal de chegar ao seu destino [3]. No caso do ddos, centenas ou milhares de solicitações falsas são enviadas simultaneamente para um servidor, aplicativo web ou recurso, tornando-o lento ou completamente inacessível para usuários legítimos.

O processo funciona assim: o atacante toma controle de uma rede de dispositivos infectados com malware, criando o que chamamos de botnet. Em seguida, ele coordena esses dispositivos para emitir solicitações ao servidor alvo por meio de seu endereço IP, sobrecarregando-o e causando a negação de serviço [2].

Diferença entre DoS e DDoS

A principal distinção entre ataques de negação de serviço do tipo DoS e DDoS está na escala e no modo de execução. Um DoS é um ataque de sistema para sistema, enquanto o DDoS envolve múltiplos sistemas atacando um único alvo [4].

Outras diferenças importantes incluem:

  • Origem do ataque: O DoS origina-se de uma única fonte, enquanto o DDoS vem de múltiplas fontes distribuídas geograficamente [5].
  • Facilidade de detecção: Como um DoS vem de um único local, é mais fácil detectar sua origem e cortar a conexão. Por outro lado, um ataque DDoS vem de vários locais remotos, disfarçando sua origem [4].
  • Volume de tráfego: O DDoS emprega várias máquinas remotas (bots), permitindo enviar quantidades muito maiores de tráfego simultaneamente, sobrecarregando um servidor de forma que contorna a detecção [4].
  • Velocidade e impacto: Um ataque DDoS pode ser implantado muito mais rapidamente e tem potencial para causar danos mais significativos devido à sua natureza distribuída [4] [5].

No entanto, ambos têm o mesmo objetivo final: tornar um serviço online indisponível para seus usuários legítimos.

Por que esses ataques são tão comuns?

Os ataques de ddos persistem e continuam crescendo em popularidade por diversos motivos. De acordo com um relatório, esses ataques aumentaram 203% no primeiro semestre de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021 [6].

Existem várias motivações por trás desses ataques:

  1. Extorsão financeira: Cibercriminosos frequentemente usam ataques DDoS para extorquir dinheiro de organizações, exigindo um resgate para interromper o ataque [3] [6].
  2. Vantagem competitiva: Uma empresa pode lançar um ataque contra outra para obter vantagem competitiva no mercado [3].
  3. Hacktivismo: Alguns ataques são realizados por indivíduos ou grupos que desejam expressar desaprovação ou fazer uma declaração política contra organizações com as quais têm divergências filosóficas ou ideológicas [3] [5].
  4. Guerra cibernética: Governos podem usar ataques DDoS para prejudicar a infraestrutura crítica de estados inimigos [3].
  5. Diversão ou experimentação: Alguns hackers simplesmente buscam se divertir com o caos ou experimentar técnicas de crime cibernético [3].

Ademais, os ataques DDoS estão se tornando mais sofisticados à medida que os hackers adotam ferramentas avançadas, incluindo inteligência artificial e aprendizado de máquina, para direcionar seus ataques com maior precisão [6].

Entender como funciona um ataque ddos é o primeiro passo para desenvolver estratégias eficazes de proteção contra essas ameaças cada vez mais presentes no cenário digital.

Como funciona um ataque DDoS na prática

Agora que entendemos o conceito básico, vamos explorar o processo prático de como um ataque ddos funciona na realidade. Diferentemente do que muitos imaginam, os ataques de negação de serviço seguem uma metodologia estruturada com etapas bem definidas.

1. Escolha do alvo

Inicialmente, o atacante seleciona seu alvo com base em objetivos específicos. Esta decisão raramente é aleatória e geralmente possui motivações claras:

  • Extorquir dinheiro da organização, exigindo resgate para interromper o ataque
  • Prejudicar a reputação ou operações de um concorrente
  • Expressar discordância ideológica ou política (hacktivismo)
  • Servir como distração para outros ataques simultâneos

Durante esta fase, o invasor realiza uma análise detalhada da infraestrutura da vítima, identificando servidores vulneráveis, largura de banda disponível e possíveis pontos de falha no sistema. Este reconhecimento é fundamental para determinar o tipo de ataque mais eficaz contra o alvo escolhido.

2. Criação ou aluguel de uma botnet

Em seguida, o atacante precisa de “munição” para o ataque, uma botnet. Trata-se de uma rede de dispositivos infectados com malware que permite controle remoto pelo invasor. Estas redes podem incluir:

  • Computadores pessoais e servidores
  • Smartphones e tablets
  • Dispositivos IoT (câmeras, roteadores, assistentes virtuais)
  • Equipamentos de rede corporativa

Vale ressaltar que os proprietários desses dispositivos geralmente desconhecem que foram infectados ou que estão sendo utilizados em um ataque. O tamanho dessas redes pode variar de alguns milhares a mais de um milhão de dispositivos comprometidos.

Atualmente, muitos criminosos não precisam criar suas próprias botnets – existe um mercado negro onde é possível alugar esses serviços, conhecido como “DDoS-como-serviço” ou “DDos-as-a-service”. Esta opção permite que pessoas sem conhecimento técnico avançado realizem ataques sofisticados.

3. Execução do ataque com tráfego malicioso

Após estabelecer a botnet, o invasor envia instruções remotas para cada bot, ordenando que enviem um grande volume de tráfego para o alvo selecionado. Este tráfego malicioso pode assumir diferentes formas:

Ataques na camada de aplicação (Camada 7): Sobrecarregam o servidor com solicitações HTTP que parecem legítimas, mas consomem recursos excessivos.

Ataques de protocolo: Exploram vulnerabilidades nos protocolos de rede das camadas 3 e 4, como inundações SYN que exploram o handshake TCP.

Ataques volumétricos: Consomem toda a largura de banda disponível através de técnicas de amplificação e uso massivo de tráfego.

Consequentemente, o servidor fica sobrecarregado de solicitações, impedindo que usuários legítimos acessem os serviços desejados.

4. Técnicas de camuflagem como spoofing e reflexão

Para dificultar a mitigação, os atacantes empregam técnicas sofisticadas de camuflagem:

Falsificação de IP (IP Spoofing): O invasor falsifica os endereços IP de origem dos pacotes enviados pela botnet, dificultando a identificação da verdadeira fonte do ataque.

Ataques de reflexão: Neste método, o atacante envia solicitações para servidores intermediários (como servidores DNS) utilizando o endereço IP falsificado da vítima. Quando os servidores respondem, direcionam o tráfego para o alvo, amplificando o volume do ataque entre 56 e 70 vezes o tamanho original.

Ataques multivetoriais: Os invasores combinam diferentes técnicas simultaneamente para tornar a defesa ainda mais complexa. Em vez de usar um único tipo de ataque, eles alternam entre diferentes métodos para contornar as medidas de proteção.

Nos ataques mais modernos e sofisticados, os invasores adaptam suas estratégias em tempo real, ajustando parâmetros e vetores conforme detectam tentativas de mitigação, tornando esses ataques de ddos particularmente desafiadores de combater.

Os ataques DDoS evoluíram significativamente, deixando de ser simples “inundações” para se tornarem estratégias complexas que utilizam botnets massivas, incluindo dispositivos IoT, gerando volumes cada vez maiores de tráfego malicioso.

Principais tipos de ataques DDoS

Entender os diferentes tipos de ataques de negação de serviço é fundamental para implementar medidas de proteção eficazes. Os ataques DDoS se dividem em categorias específicas, cada uma com seus próprios métodos e alvos dentro da infraestrutura de rede.

Ataques na camada de aplicação (HTTP Flood, Slowloris)

Os ataques na camada de aplicação (camada 7 do modelo OSI) visam esgotar os recursos do servidor sobrecarregando aplicações web com tráfego aparentemente legítimo. O HTTP Flood inunda um servidor com solicitações GET ou POST, forçando-o a processar cada pedido e consumindo recursos computacionais. Já o Slowloris mantém múltiplas conexões HTTP abertas por longos períodos, enviando dados parciais em intervalos regulares para manter as conexões ativas até esgotar os recursos do servidor.

Ataques de protocolo (SYN Flood, Smurf)

Estes ataques exploram vulnerabilidades nas camadas 3 e 4 do modelo OSI. O SYN Flood abusa do handshake TCP enviando pacotes SYN com endereços IP falsificados. O servidor responde com pacotes SYN/ACK e aguarda a resposta final que nunca chega, esgotando seus recursos de conexão. O ataque Smurf envia pacotes ICMP com endereço IP falsificado para uma rede, fazendo com que todos os dispositivos respondam simultaneamente ao alvo, amplificando o tráfego malicioso.

Ataques volumétricos (UDP Flood, ICMP Flood)

Os ataques volumétricos, entre os mais antigos tipos de DDoS, visam consumir toda a largura de banda disponível. No UDP Flood, o invasor envia um grande volume de pacotes UDP para portas aleatórias do servidor, que precisa verificar se há aplicações escutando nessas portas e responder quando não encontra. O ICMP Flood (também conhecido como Ping Flood) bombardeia o alvo com solicitações de eco ICMP, sobrecarregando sua capacidade de processamento.

Ataques de amplificação (DNS, NTP)

Estes ataques exploram a disparidade entre solicitações pequenas e respostas grandes. Na amplificação DNS, o atacante envia pequenas consultas a servidores DNS abertos usando o IP falsificado da vítima, gerando respostas muito maiores direcionadas ao alvo. Semelhantemente, a amplificação NTP explora o comando monlist em servidores NTP, que pode gerar respostas até 206 vezes maiores que a solicitação original.

Ataques multivetoriais

Os ataques multivetoriais combinam diferentes técnicas simultaneamente, dificultando significativamente a mitigação. De acordo com especialistas, esses ataques estão crescendo em frequência e gravidade, enquanto os meios para executá-los se tornam cada vez mais simples e acessíveis. Frequentemente, ataques volumétricos são usados como distração para esconder ataques mais sofisticados na camada de aplicação que buscam roubar dados.

Impactos reais dos ataques de negação de serviço

Os prejuízos causados pelos ataques de negação de serviço vão muito além de simples inconvenientes técnicos. Quando analisamos suas consequências concretas, percebemos o verdadeiro impacto devastador que podem ter sobre organizações de todos os portes.

Interrupção de serviços e perda de receita

O efeito mais imediato de um ataque ddos como funciona é a indisponibilidade dos serviços online. Para empresas de e-commerce, cada segundo fora do ar representa perdas diretas de vendas, especialmente em períodos críticos. No quarto trimestre de 2023, houve um aumento alarmante de 117% nos ataques DDoS na camada de rede, com foco específico em sites de varejo durante a Black Friday e temporada de final de ano [7].

De acordo com estimativas, o tempo de inatividade causado por interrupções de serviço pode custar às grandes empresas entre R$ 300 mil e R$ 5,8 milhões por hora [8]. Em 2021, um provedor de VoIP perdeu quase R$ 69 milhões devido a um único ataque DDoS [9].

Danos à reputação da empresa

A confiança dos clientes é um ativo precioso e difícil de recuperar após ser perdido. Quando serviços ficam indisponíveis repetidamente, a percepção do público sobre a competência técnica da empresa é severamente afetada. Em setores competitivos, clientes frustrados facilmente migram para concorrentes mais estáveis.

Particularmente no setor financeiro, onde a confiança é fundamental, ataques bem-sucedidos podem causar danos duradouros à imagem institucional [10]. Empresas B2B são especialmente vulneráveis, já que clientes corporativos buscam fornecedores com histórico comprovado de estabilidade e SLAs rigorosos [11].

Uso como distração para outros ataques

Um aspecto frequentemente negligenciado é como os ataques de ddos são utilizados estrategicamente como cortina de fumaça. Enquanto equipes de segurança concentram seus esforços em restaurar serviços, invasores executam ataques secundários mais sofisticados [2].

Esta tática, conhecida como ataque composto, permite que criminosos realizem ações mais prejudiciais como:

  • Roubo de dados sensíveis
  • Instalação de ransomware
  • Escalação de privilégios em sistemas internos
  • Espionagem corporativa

O caso da Dyn em 2016 exemplifica essa estratégia, onde um DDoS massivo encobriu movimentos internos de ransomware [11].

Exemplos de ataques famosos

O mundo já testemunhou ataques DDoS de proporções impressionantes. Em 2024, a Cloudflare mitigou o maior ataque já registrado, atingindo 5,6 terabits por segundo [1]. Anteriormente, em 2020, a AWS enfrentou um ataque de 2,3 terabits por segundo que durou três dias completos [8].

O ataque contra o GitHub em 2018 gerou tráfego de 1,35 terabits por segundo utilizando uma técnica de amplificação chamada memcaching [12]. No entanto, talvez o mais impactante tenha sido o ataque à Dyn em 2016, que afetou simultaneamente grandes plataformas como Amazon, Netflix, Twitter e PayPal, causando prejuízos estimados em 110 milhões de dólares [12].

Estes exemplos mostram como os ataques de negação de serviço evoluíram de simples inconveniências técnicas para ameaças estratégicas capazes de comprometer operações globais.

Como se proteger de um ataque DDoS

Proteger sua infraestrutura contra ataques de negação de serviço requer uma abordagem em camadas, combinando várias tecnologias e estratégias. A seguir, apresento as principais medidas para defender seu ambiente digital contra essas ameaças cada vez mais sofisticadas.

Uso de firewalls e WAFs

Os Firewalls de Aplicação Web (WAFs) são fundamentais na proteção contra ataques DDoS na camada de aplicação. Eles filtram e monitoram o tráfego HTTP entre o aplicativo web e a internet, impedindo que tráfego malicioso alcance o servidor [13]. Configurações adequadas de firewalls podem detectar e bloquear tráfego suspeito, enquanto sistemas de prevenção de intrusões identificam padrões anômalos [14].

Para maximizar a proteção:

  • Configure os firewalls para filtrar tráfego suspeito e bloquear IPs maliciosos
  • Utilize regras personalizadas para bloquear automaticamente ataques com assinaturas conhecidas
  • Implemente limites de taxa para impedir que endereços IP específicos sobrecarreguem seu serviço

Implementação de CDNs e balanceadores de carga

As CDNs distribuem o tráfego através de uma rede global de servidores, reduzindo a carga em pontos específicos. Aquelas que usam Anycast têm flexibilidade adicional para mitigar ataques DDoS, distribuindo o tráfego malicioso por vários data centers [15]. Além disso, balanceadores de carga direcionam o tráfego entre múltiplos servidores, evitando sobrecarga [4].

Monitoramento com SIEM e EDR

As soluções de SIEM (Security Information and Event Management) centralizam dados de diferentes fontes de segurança para identificar possíveis ameaças [16]. Por outro lado, o EDR (Endpoint Detection and Response) monitora o comportamento dos dispositivos, detectando atividades maliciosas e respondendo automaticamente [16]. Juntas, essas ferramentas proporcionam visibilidade ampla e resposta rápida a incidentes.

Serviços de mitigação em nuvem

Provedores como Azure, AWS e Cloudflare oferecem proteção especializada contra DDoS. Estes serviços removem o tráfego malicioso na borda da rede antes que impacte suas aplicações [5]. A Proteção contra DDoS do Azure, por exemplo, implementa defesa multicamadas que protege recursos em redes virtuais imediatamente após ativação [5].

Plano de resposta a incidentes

Ter uma equipe treinada e procedimentos claros é essencial para minimizar o impacto de um ataque. Um plano de resposta bem elaborado deve incluir:

  • Equipes preparadas para responder rapidamente [14]
  • Procedimentos específicos para identificação e mitigação [14]
  • Monitoramento contínuo do tráfego para detectar anomalias [4]
  • Análise pós-ataque para ajustar estratégias futuras [17]

O Microsoft Azure, por exemplo, oferece uma equipe de resposta rápida que pode ajudar na investigação e mitigação personalizada com SLA de 15 minutos [5].

Portanto, combinar essas diferentes estratégias de proteção cria uma defesa robusta contra ataques de ddos, garantindo que seus serviços permaneçam disponíveis mesmo durante tentativas de ataque.

Conclusão

À medida que os ataques DDoS se tornam mais sofisticados e frequentes no cenário digital atual, entender como funcionam e implementar estratégias de defesa robustas torna-se essencial para qualquer organização. Conforme demonstrado ao longo deste artigo, esses ataques cresceram impressionantes 203% em um único ano, representando uma ameaça cada vez mais significativa.

Indubitavelmente, a variedade de vetores de ataque disponíveis aos cibercriminosos desde inundações HTTP na camada de aplicação até ataques volumétricos massivos, exige uma abordagem defensiva igualmente diversificada. Nenhuma solução única oferece proteção completa contra todos os tipos de ataques DDoS.

Os impactos financeiros desses ataques são devastadores, podendo custar às empresas milhões de reais por hora de inatividade, além dos danos incalculáveis à reputação. Além disso, muitos ataques DDoS servem como cortina de fumaça para invasões mais perigosas, tornando a situação ainda mais crítica.

A proteção eficaz, portanto, demanda uma estratégia em camadas que combine firewalls, WAFs, CDNs, balanceadores de carga e serviços especializados de mitigação em nuvem. Conjuntamente, essas tecnologias criam uma defesa robusta capaz de identificar e neutralizar ameaças antes que causem danos significativos.

Por fim, um plano de resposta a incidentes bem estruturado faz toda a diferença quando um ataque ocorre. Equipes preparadas, procedimentos claros e monitoramento constante permitem resposta rápida e minimização de danos. Ainda que os ataques DDoS continuem evoluindo, organizações vigilantes e bem protegidas têm todas as condições de manter seus serviços funcionando mesmo diante das ameaças mais sofisticadas do mundo digital.

Referências

[1] – https://www.cloudflare.com/pt-br/learning/ddos/famous-ddos-attacks/
[2] – https://portalturbinar.com.br/ataques-ddos/
[3] – https://www.akamai.com/pt/glossary/what-is-ddos
[4] – https://nsfocusglobal.com/pt-br/como-evitar-ataques-ddos-na-nuvem/
[5] – https://azure.microsoft.com/pt-br/products/ddos-protection
[6] – https://www.ibm.com/br-pt/topics/ddos
[7] – https://revistaadnormas.com/2024/12/24/entenda-os-riscos-dos-ddos-para-o-e-commerce-e-os-consumidores
[8] – https://olhardigital.com.br/2020/09/30/seguranca/ataques-de-ddos-aumentam-em-quantidade-e-em-escala/
[9] – https://www.ibm.com/br-pt/think/topics/ddos
[10] – https://rtm.net.br/ataque-ddos-novos-riscos-e-ataques-virtuais-nas-instituicoes-financeiras/
[11] – https://king.host/blog/tecnologia/ataque-ddos/
[12] – https://www.metacompliance.com/pt/blog/cyber-security-awareness/10-biggest-ddos-attacks-and-how-your-organisation-can-learn-from-them/
[13] – https://www.cloudflare.com/pt-br/learning/ddos/glossary/web-application-firewall-waf/
[14] – https://hostingnow.com.br/blog/como-mitigar-ataque-ddos/
[15] – https://www.cloudflare.com/pt-br/learning/cdn/cdn-load-balance-reliability/
[16] – https://www.redbelt.com.br/blog/siem-soar-edr-e-xdr-qual-o-papel-de-cada-ferramenta/
[17] – https://learn.microsoft.com/pt-br/azure/ddos-protection/ddos-response-strategy